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Apresentação

Projeto Gramáticas Pedagógicas de Línguas Indígenas

Partindo da necessidade de valorizar as línguas indígenas no contexto escolar, o objetivo do projeto é a aplicação de nova metodologia para a produção de gramáticas pedagógicas dessas línguas. Para tanto, é importante a compreensão do ensino e aquisição de línguas em situações de bilinguismo ou multilinguismo, tendo em vista as diferentes situações de convivência, quase sempre assimétrica, entre as línguas nativas e a língua “nacional” dominante, o português, imposta e sem dúvida importante para a sobrevivência no sistema educacional e nas arenas  políticas.

O consultor do projeto, Prof. Dr. Luiz Amaral (2011), argumenta ser necessária a avaliação da competência linguística de alunos de escolas indígenas no Brasil para embasar a produção de materiais didáticos adequados e para a formação de professores capazes de trabalhar com alunos bilíngues. Não há uma realidade única de “contato linguístico”, existindo diversas situações multilingues, que variam por regiões, povos, gerações ou diferentes grupos sociais. O conhecimento linguístico prévio por parte dos alunos deve ser o ponto de partida para a definição da metodologia pois há diferenças entre os processos de aquisição de segunda língua e o de letramento em língua materna.

O projeto deve contribuir para o incremento do conhecimento técnico dos professores indígenas sobre a natureza da educação bilíngue - aperfeiçoando, assim, o quadro docente -, com técnicas de ensino de estruturas linguísticas em múltiplas línguas.

O material pedagógico e a reflexão que objetivamos pretendem sair do âmbito do “linguistiquês” para produzir materiais utilizáveis nas escolas - isto é: sem a imposição de conceitos linguísticos formais, superando o uso maciço de termos técnicos que só são compreendidos por linguistas.

Objetivamos uma prática pedagógica que possibilite o reconhecimento e a organização do conhecimento linguístico - das estruturas linguísticas e de seu uso - para o desenvolvimento das habilidades de expressão e estimulo da produção escrita nas línguas indígenas.

Assim, estão sendo produzidas 5 Gramáticas Pedagógicas - em projetos-piloto de dois anos - a partir das experiências e dos resultados acumulados pelos projetos PRODOCLIN.

Os povos e as línguas envolvidos são: Ikpeng, Kawaiwete, Karajá, Paresi-Haliti e Wapichana. Com a mesma metodologia está sendo desenvolvida uma gramática pedagógica do Kotiria.

Os atuais projetos PRODOCLIN produziram (ou estão produzindo) gramáticas descritivas básicas, um primeiro passo para chegarmos a gramáticas pedagógicas. Com base nos resultados do PRODOCLIN e das fortes expectativas comunicadas pelos indígenas, o PRODOCLIN propõe atender a essas demandas, através da produção de gramáticas pedagógicas.

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